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O que R$ 100 compram em cada uma das 10 redes

O mesmo dinheiro compra 1.087 visualizações no LinkedIn ou 17.986 no Kwai. Esta é a tabela completa, com o que cada rede entrega por cem reais — e a leitura que ela permite: você não está comparando preços, está comparando mercados.

Com R$ 100 na trilha Premium dá para comprar cerca de 17.986 visualizações no Kwai ou no TikTok, 10.917 no X, 8.651 no Instagram ou Facebook, 5.917 plays no Spotify, 4.318 visualizações na Twitch, 1.471 no YouTube e 1.087 no LinkedIn. Em seguidores o mesmo valor rende de 2.392 no Kwai a 455 no LinkedIn.


A tabela que ninguém monta

Toda loja do setor publica preço por serviço. Nenhuma publica a conta invertida: quanto o seu dinheiro compra em cada lugar.

É uma conta chata de fazer à mão — exige abrir dez páginas, dividir preço por quantidade e comparar — e é exatamente por isso que ela é útil. Ela responde a pergunta que a pessoa realmente tem, que não é "quanto custa mil seguidores" mas "tenho cem reais, o que faço com eles".

Os números abaixo saíram do catálogo deste site em novembro de 2026, trilha Premium, menor tamanho de cada serviço.

Cem reais em visualizações

Começando pela métrica mais barata de todas, que existe em oito das dez redes:

| Rede | Visualizações por R$ 100 | | --- | --- | | Kwai | 17.986 | | TikTok | 17.986 | | X | 10.917 | | Instagram | 8.651 | | Facebook | 8.651 | | Twitch | 4.318 | | YouTube | 1.471 | | LinkedIn | 1.087 |

A diferença entre a ponta de cima e a de baixo é de dezesseis vezes. O mesmo dinheiro, a mesma métrica, dezesseis vezes mais unidades.

Isso não é promoção nem erro de tabela. É o retrato de dois mercados diferentes: visualização no Kwai é abundante e fácil; no LinkedIn é escassa e trabalhosa.

Cem reais em seguidores

A métrica mais procurada, e a que tem a maior dispersão de preço entre redes:

| Rede | Seguidores por R$ 100 | | --- | --- | | Kwai | 2.392 | | Spotify | 2.092 | | TikTok | 1.859 | | Facebook | 1.730 | | Instagram | 1.567 | | Twitch | 1.567 | | X | 1.433 | | Kick | 1.165 | | LinkedIn | 455 |

Aqui a dispersão é menor — cerca de cinco vezes entre o extremo mais barato e o mais caro —, e há uma razão: seguidor é seguidor em qualquer rede, com exigências parecidas sobre a conta de origem. O que muda é a disponibilidade dessa conta em cada plataforma.

O LinkedIn é o caso que salta, e vale explicar: lá as contas são profissionais, com nome real, empresa e histórico de trabalho. O conjunto de contas elegíveis é uma fração do que existe no Instagram, e o preço reflete isso.

As métricas que só existem em um lugar

Quatro serviços deste catálogo não têm equivalente em outra rede, e por isso não entram em comparação:

Horas de exibição no YouTube. R$ 100 compram cerca de 114 horas. É o serviço mais caro por unidade do catálogo inteiro, e também o mais lento — arranca em 3 dias. O motivo é que não se trata de incrementar um contador: é tempo assistido, e tempo precisa passar.

Espectadores em live, na Twitch e no Kick. Cerca de 726 por R$ 100. Presença simultânea durante uma transmissão é a métrica mais difícil de organizar do catálogo, porque depende de hora marcada.

Mensagens no chat, no Kick. Cerca de 1.319 por R$ 100. É o que faz uma transmissão parecer viva para quem acabou de entrar.

Plays no Spotify. 5.917 por R$ 100, contados à parte do número de ouvintes — duas métricas diferentes que as pessoas confundem com frequência.

A leitura que a tabela permite

Com os números lado a lado, aparece uma conclusão que o preço isolado esconde: você não está comparando preços, está comparando mercados.

Métrica barata é barata porque é abundante. E abundante quer dizer, em geral, que ela pesa menos na percepção de quem olha o perfil — justamente porque é fácil de ter. Dez mil visualizações num vídeo do TikTok é um número comum; dez mil visualizações num post do LinkedIn é incomum, e é por isso que custa dez vezes mais.

Métrica cara é cara porque é escassa. E a escassez é exatamente o que faz alguém reparar nela.

Nenhuma das duas é melhor. O que a tabela entrega é a chance de escolher com informação em vez de pelo total que caberia no orçamento.

Três orçamentos resolvidos

R$ 100, perfil pequeno de Instagram, quer parecer estabelecido

O objetivo é a contagem no topo. Com R$ 100 dá para cerca de 1.500 seguidores, ou para 500 seguidores (R$ 31,90) mais um bom volume de curtidas e visualizações distribuído nas publicações.

A segunda opção costuma render mais na prática: um perfil com 1.500 seguidores e três publicações com dez curtidas cada tem uma desproporção visível. Equilibrar os dois números parece mais natural que maximizar um.

R$ 100, canal de YouTube atrás da monetização

Aqui o dinheiro não dá para o objetivo, e vale dizer isso de frente. O programa de parceria exige mil inscritos e quatro mil horas de exibição. Cem reais compram cerca de 114 horas — menos de 3% do necessário.

A leitura útil: horas de exibição é o serviço em que o orçamento precisa ser dimensionado pela meta, não o contrário. Quem quer chegar às quatro mil horas por compra precisa planejar um valor de outra ordem, e provavelmente dividir em vários pedidos ao longo de semanas.

R$ 100, lançamento de música no Spotify

Cerca de 5.900 plays, ou cerca de 2.000 seguidores no perfil de artista, ou uma combinação.

Vale saber a diferença entre as duas métricas, porque elas aparecem em lugares diferentes: plays é a contagem de execuções da faixa, e é o que alimenta a posição dela nas playlists algorítmicas. Seguidor é do perfil, e é o que aparece para quem chega na sua página de artista. Para um lançamento, plays na faixa costuma ser o alvo.

O que a tabela não diz

Três limites honestos desta comparação.

Ela usa o menor tamanho de cada serviço. E o menor tamanho tem o pior valor por unidade de toda a tabela. Em pedidos maiores, o número de unidades por cem reais sobe — em alguns serviços, até 40%.

Ela não compara qualidade entre redes. Mil seguidores no Instagram e mil no Kwai atendem a exigências parecidas sobre a conta de origem, mas a experiência de ter um ou outro depende de onde a sua audiência está.

Ela é de uma data. Preço de insumo muda, e com ele a tabela. O número ao vivo está sempre na página do serviço, com o valor por unidade escrito ao lado de cada tamanho — e é por isso que ele é publicado assim.

Como usar isto no dia a dia

A conta que a tabela ensina a fazer é uma só, e dá para fazer em qualquer loja: divida o total pela quantidade.

O resultado é o valor da unidade, e é com ele que se compara qualquer coisa — dois tamanhos do mesmo serviço, dois serviços da mesma rede, duas redes diferentes, duas lojas diferentes.

Preço cheio não compara nada, porque ele sobe junto com a quantidade e esconde se a proporção melhorou. Por isso este site publica o valor da unidade em todos os tamanhos, com quatro casas decimais — inclusive quando ele mostra que o lote maior compensa pouco.

O mesmo exercício com R$ 500

Cem reais é um bom ponto de partida porque é um número que a maioria consegue avaliar de cabeça. Mas ele esconde o efeito do abatimento por volume, que só aparece em pedidos maiores.

Com R$ 500 em seguidores do Instagram, por exemplo, você não compra cinco vezes o que compraria com cem. Compra mais, porque o degrau alcançado tem valor por unidade melhor. A diferença chega a 35% em alguns serviços — é bastante.

A regra que a tabela de cada serviço mostra, e que vale para quase todos: o abatimento cresce rápido nos primeiros degraus e depois achata. Há um ponto em que subir de tamanho deixa de melhorar a eficiência e passa a ser só mais volume, e esse ponto está marcado em cada página de serviço, calculado para aquele serviço.

Quem tem orçamento maior e nenhuma urgência deveria procurar esse ponto antes de decidir o tamanho. É a diferença entre comprar bem e comprar muito.

A pergunta que vem antes do orçamento

Vale terminar virando a mesa, porque a tabela deste texto responde "quanto compro" e a pergunta mais importante é outra.

Onde a sua audiência está? Se você vende para empresas, vinte mil visualizações no Kwai não produzem um cliente. Se você é criador de conteúdo curto, quatrocentos seguidores no LinkedIn não mudam nada.

Que número a pessoa que você quer alcançar olha? Cliente final olha a contagem no topo do perfil. Marca avaliando parceria olha a proporção entre seguidores e interação. Playlist algorítmica olha plays. São objetivos diferentes e métricas diferentes.

O que acontece depois que o número sobe? Esta é a que mais decide resultado e a que nenhuma tabela responde. Mais gente olhando um perfil sem conteúdo é mais gente concluindo que não há o que ver.

A tabela acima é útil para dimensionar. Ela não é útil para escolher — e confundir as duas coisas é como se gasta cem reais numa rede em que ninguém que importa vai ver.

Como refazer esta conta quando a tabela mudar

Os números deste texto têm data. A conta não.

Abra a página de qualquer serviço, olhe a coluna do valor por unidade no tamanho que te interessa, e divida cem pelo número. O resultado é quantas unidades cem reais compram ali.

É a mesma conta que montou as duas tabelas acima, e ela funciona em qualquer loja que publique o valor por unidade. Nas que não publicam, você precisa fazer a divisão sozinho — e o fato de ser necessário já diz algo sobre a tabela.

Por que o Kwai e o TikTok empatam

Um detalhe da primeira tabela que chama atenção: visualizações no Kwai e no TikTok dão o mesmo número de unidades por cem reais, até a quarta casa decimal.

Não é coincidência de arredondamento. As duas plataformas são de vídeo curto, com volume enorme e mecânica de distribuição parecida, e o custo de entregar visualização nelas é praticamente o mesmo para quem opera. Quando dois mercados são equivalentes, o preço converge.

O mesmo não vale para seguidores: ali o Kwai sai mais barato que o TikTok, porque a disponibilidade de contas elegíveis é diferente entre as duas. Visualização é abundante nas duas; conta é mais abundante numa.

É um exemplo pequeno de algo que vale como regra geral: preço parecido indica mercado parecido, e preço diferente indica alguma diferença real na oferta — não margem arbitrária de quem vende.

A armadilha de comparar métricas diferentes

Há um erro de leitura que a tabela pode induzir, e vale avisar.

Olhar "17.986 visualizações no Kwai" ao lado de "455 seguidores no LinkedIn" e concluir que o Kwai é quarenta vezes melhor negócio é comparar coisas que não se comparam. Uma visualização e um seguidor não são a mesma unidade de valor.

Visualização é um evento de poucos segundos que não deixa vínculo. Seguidor é uma relação que continua existindo e que recebe o seu conteúdo futuro. Pagar vinte centavos por um e meio centavo pelo outro pode ser perfeitamente racional.

A comparação que a tabela permite de verdade é dentro da mesma métrica, entre redes. Visualização contra visualização. Seguidor contra seguidor. Entre métricas diferentes, o que decide não é o preço — é o que você precisa.

Um método para o seu caso

Fechando com o que fazer com tudo isto, em quatro passos:

1. Defina o número que alguém vai olhar. Não "quero crescer": qual número, em qual perfil, lido por quem.

2. Encontre o serviço que entrega aquele número. Na rede certa, que é onde a sua audiência está — não onde está mais barato.

3. Olhe o valor por unidade na tabela daquele serviço. Divida o orçamento por ele. Esse é o volume que cabe.

4. Confira a proporção. O volume que cabe faz sentido para o tamanho atual do perfil? Se o resultado é trinta vezes o que você tem hoje, o problema não é o orçamento — é a proporção, e vale comprar menos.

O passo 4 é o que mais economiza dinheiro, e é o único que nenhuma tabela de preços faz por você.

O que o orçamento não compra

Terminando com três coisas que nenhum valor desta tabela entrega, porque elas não estão à venda.

Público que compra de você. As contas que entregam são reais e brasileiras, mas não foram escolhidas por interesse no seu assunto. Elas mudam um número; não mudam quem é o seu cliente.

Distribuição garantida. As plataformas decidem a quem mostrar o seu conteúdo com base em sinais de interação. Comprar número não compra posição na distribuição — no máximo melhora um dos sinais que ela observa.

Conteúdo. O número atrai visita; o que retém é o que a pessoa encontra quando chega. Esse continua sendo o trabalho de quem publica, e é a parte que mais decide o resultado dos cem reais.

Uma observação sobre o piso de 500

Todos os números deste texto partem do menor tamanho publicado de cada serviço, e esse menor tamanho é de 500 unidades na maior parte do catálogo.

Isso tem uma consequência para quem tem orçamento abaixo de cem reais: em algumas redes não dá para entrar. Seguidores no LinkedIn começam em R$ 109,90, porque 500 unidades a vinte e dois centavos cada não cabem num valor menor.

Não é restrição artificial. Abaixo de algumas centenas de unidades duas coisas acontecem ao mesmo tempo: o valor por unidade fica no pior ponto da tabela, e o resultado deixa de ser perceptível — cem seguidores num perfil que já tem três mil não mudam o número que alguém lê.

Quem tem trinta reais tem opções reais nas redes de vídeo curto, onde o mesmo valor compra milhares de visualizações. O que não existe é a versão pequena de tudo.

Perguntas frequentes

Por que a diferença entre as redes é tão grande?

Porque o custo de quem entrega é diferente em cada uma, e isso acompanha o tamanho do mercado. Métrica abundante numa plataforma enorme custa frações de centavo; métrica escassa numa plataforma profissional custa vinte centavos. Não é margem diferente — é oferta diferente.

Então o melhor é sempre comprar na rede mais barata?

Não, e essa é a leitura errada mais comum. A rede certa é a que a sua audiência usa. Vinte mil visualizações no Kwai não valem nada se o seu cliente está no LinkedIn — o barato ali é consequência de abundância, e abundância pesa menos na percepção de quem olha.

Esses números mudam?

Mudam quando a tabela muda, e a tabela muda. Os valores deste texto foram apurados no catálogo em novembro de 2026; o número ao vivo está sempre na página de cada serviço, com o valor por unidade ao lado de cada tamanho.

O cálculo vale para a trilha VIP?

Não — todos os números aqui são da Premium. Na VIP o mesmo dinheiro compra cerca de 37% menos unidades, porque o preço sobe cerca de 59%. A escolha entre as duas é sobre o filtro aplicado à conta que entrega, não sobre volume.

Escrito pela equipe da Engajaweb. Este texto é informativo e não substitui as regras de cada plataforma, que mudam sem aviso. Quando um número desta página divergir do que a plataforma publica, vale o da plataforma.

Os números estão todos abertos

Em qualquer serviço do catálogo estão o tamanho, o total, o valor da unidade e o prazo de arranque. Nada disso espera o checkout.